História

ORIGENS
Os primeiros habitantes do Planalto Paulista viveram durante muitos anos em função do sertão, buscando indígenas para escravizar, procurando metais e pedras preciosas. Aqueles que permaneciam em suas roças plantavam milho, mandioca e praticavam outras atividades próprias para a sua subsistência.
Desde o início do século XVII, muitos deles começaram a procurar terras mais férteis para suas roças. Os membros da família Fernandes, por exemplo, instalaram-se em lugares onde, posteriormente, surgiram as Vilas de Santana de Parnaíba, Itu e Sorocaba. Domingos Fernandes, aventureiro descendente, pelo lado materno, de João Ramalho e Tibiriçá, estabeleceu-se em área não muito distante de um antiqüíssimo lago glacial, que, há milhares de anos, transformou-se em uma pedreira de varvito. Em suas pedras ainda podem ser observados os sinais das ondas deixadas pelas águas do antigo lago, pedras essas utilizadas no revestimento do piso das calçadas da cidade.
A pequena capela construída por Domingos Fernandes, sob invocação de Nossa Senhora da Candelária, deu origem à povoação de Itu, que durante muito tempo foi local de parada e de partida de bandeirantes e monçoeiros em busca do sertão. Em Itu foram organizadas muitas monções, expedições fluviais que partiam do Porto de Araritaguaba (hoje Porto Feliz), às margens do Rio Tietê, com destino às minas de ouro de Cuiabá.
FAZENDAS
Itu passou a integrar a agricultura de exportação iniciou o cultivo de cana–de-açúcar, desenvolvido em São Paulo durante o governo do Morgado de Mateus (D. Luís Antônio de Souza Botelho Mourão). Nas terras ituanas, consideradas de boa qualidade para essa cultura, surgiram grandes fazendas exploradas com mão-de-obra escrava. A população aumentou, inúmeros engenhos foram construídos, quer movidos a água, quer por tração animal.
Essa agricultura voltada para exportação, com o plantio de produtos tropicais enviados para o exterior, teve ainda maior progresso com a produção do café na segunda metade do século XIX. A cultura da cana estabeleceu as bases para o posterior desenvolvimento da cafeicultura.
No cinturão de fazendas que foram sendo abertas ao redor de Itu, construíram-se casas, engenhos e os demais aparelhamentos próprios da cultura canavieira. As moradas que ainda restam desse período são do assim chamado “estilo bandeirista”, casas de taipa de pilão, com planta simples e simétrica, construídas de acordo com sistema que vigora em terras paulista desde o tempo das bandeiras.
Dessas fazendas, podem ser lembradas: a do Rosário, construídas na segunda metade do século XVIII com antigo e bem conservado engenho; a da Conceição e a do Japão, ainda com as suas capelas; a Paraíso, com uma bem conservada senzala; e a Piraí, com restos de um provável alambique.
Muitas, mais tardes, tornaram-se fazendas de café e nelas foram construídos terreiros e outros aparelhamentos próprios da cafeicultura.
Fazendas como a Vassoural, Pirapitingui, Floresta, da Serra e Nova América, mantém remanescentes do período áureo do café na região, época em que a Europa e as modas européias exerciam grandes influencia na vida paulista.
Além da cultura da cana e do café, o algodão teve sua importância. Em Itu, no ano de 1869, ergueu-se a primeira fábrica de tecidos a vapor da Província de São Paulo, com maquinaria importada dos Estados Unidos e Inglaterra: a Fábrica de tecidos São Luiz. Construída numa época em que todo o trabalho era exercido por escravos, contava com mão de obra livre, principalmente de mulheres e de crianças.
Nos últimos decênios do século XIX, o café representava grande riqueza e os escravos, vindos de diversas regiões, constituíram a mão de obra, mais tarde substituída por elevado número de colonos italianos. Em nosso século, a economia de Itu tornou-se bastante diversificada, abrangendo muitos produtos agrícolas, agropecuária e a indústria.Itu a mais tradicional e famosa das “cidades históricas” do interior paulista, com uma série de fazendas, campings e trilhas naturais, tem uma tradição ciclística que também fez história e com a bicicleta é possível proporcionar um contato mais íntimo com a cidade, com seu povo e seus costumes.
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